quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Eu penso tanto em você. Bem cedo ainda, quando acordo e os pensamentos estão embaralhados com o sono, a claridade entrando pelo quarto me amanhecendo aos poucos. A tarde, quando fico olhando através da janela, o céu azul fundindo com o cinza das nuvens, querendo tanto você, e querendo tanto que essa vontade fosse o suficiente pra te trazer pra mim nesse momento. E principalmente nas madrugadas, quando a saudade me vem faminta. Por exemplo, eu quero tanto você agora. Queria estar junto de ti, tão junto, que os nossos corpos se completariam e formariam um só. Rir de qualquer coisa até perder o fôlego. Te olhar, e ficar imaginando mil possibilidades de coisas das quais você poderia estar pensando quando ficamos assim, sem dizer nada. Conversar até cair no sono, ficar te olhando enquanto você dorme, ouvir você me dizendo coisas das quais me deixa sem reação, me descobrir ainda mais em ti, resmungar enquanto durmo e você me beija, te abraçar até o mundo girar apenas pra nós dois... E mais do que saudade de ti, tenho saudade do q nao vivi com tigo!:(
- As vezes - mas só as vezes -, eu queria ser diferente.
- Defina o "Ser Diferente"
- Agir sem pensar, eu diria. Esse negócio de se colocar no lugar do próximo antes de tomar alguma atitude não adianta de nada, se o tal próximo não faz o mesmo comigo.
- Mas não seria bom, porque você machucaria as pessoas.
- Ah, no final alguém sempre sai machucado mesmo.

(...) A propósito: é uma pena que - quase - sempre seja eu.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O segredo da vida é...

O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas amar tudo que você tem. Valorize o que você tem, dê valor as pessoas que realmente gostam de você. Dê mais ênfase as coisas alegres, minimize a tristeza. "A dor é inevitável, sofrimento é opcional". Não sofra por aquilo que ainda nem aconteceu, talvez o problema nem seja tão grande quanto pensamos. E se grande ele for, tenha a humildade de admitir que precisa de ajuda. Desabafe, escute o que outras pessoas tem a lhe dizer, peça um abraço.
Perdemos muito tempo nos preocupando com fatos que, muitas vezes só existem em nossa mente. Não dê tanta importância a coisas tão banais. Brigue menos, discuta menos, evite estresses. Tudo, tudo é passageiro, nada vai permanecer para sempre. Não tente entender as pessoas ou que elas fazem, apenas as aceitem da maneira que são. Ninguém é perfeito. Entenda que assim como você, os outros também possuem defeitos e estão passivos a erros.
Quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela. Você nunca será meu e por isso terei você para sempre.
Juro que preciso aprender muito da vida ainda. É que antes era tão bom. Essa coisa de vamos ser adulta é muito chata. Não confia em todo mundo, nem todo mundo é teu amigo. Tá legal, tá legal, já ouvi. E já quebrei a cara também, você sabe, e eu ainda guardo cada marquinha. Só que elas são externas, não sei ter marca lá dentro. Cicatrizes existem, quem não têm? Mas o rancor não mora aqui, eu garanto. Passou e pronto. E se ainda tá amassado, a gente sacode, disfarça e tudo fica bem.

Não aprendi a ter raiva. Me faço de durona, entende? Falo palavrão, digo que ah, essa desgraçada vai ver, vai ter, vai, vai. Mas assim como você não é Escola de Samba de São Paulo, eu não sou a vilã da jogada. Se precisar de uma mão na cabeça, senta aqui.
Alguém disse que uma pessoa precisa de outra para ser feliz. Um dia acreditei cegamente nisso. Precisa. Hoje, distante da solidão dolorida e insucessos amorosos constantes, que somavam e se multiplicavam, eu digo que não acredito mais. Uma pessoa não precisa de outra para ser feliz. Porque uma pessoa precisa, isso sim, descobrir a felicidade sozinha. (Saber tudo o que gosta e o que pode ser descartado. Isso a gente só aprende sozinho. E isso ninguém pode nos tirar.) Precisa curtir momentos a sós, com os amigos, com outras bocas, com diferentes rostos. Todo mundo precisa disso. Precisa conhecer e sentir toda a liberdade que a solteirice dá. Mesmo que a solteirice pareça monótona, chata e mesmo que, no fundo, a gente sempre busque um grande amor. Acho que o amor não tem muita explicação, a não ser a seguinte: a gente precisa estar preparado para a chegada dele. Porque é difícil, é muito difícil amar. E dói. Não pense que ao encontrar o amor da sua vida os dias se transformarão em delícias sem fim. Dói. O amor de verdade dói. Ele arranha. Você fica com medo que um dia o sentimento te abandone. Isso causa dor. Dói. Eu insisto: dói. Não é um mar de rosas, depois que passa a fase inicial e você conhece os defeitos de trás para a frente, dói. É uma dor doce. Mas você não precisa da outra pessoa. Você gosta de como ela te abraça, te entende, te ouve, te beija, te olha. Você acha bonita a forma como ela mexe a colher dentro da panela, amarra o sapato, segura o guarda-chuva, tosse, liga a televisão. Só aquele tom de voz te tranquiliza, só aquele abraço te salva do caos de uma semana infernal. Você tem consciência que existem outras coxas, peitos, braços, pernas, olhares e cérebros no mundo. Você sabe que existem outras pessoas bonitas, atraentes e cheirosas no planeta. Mas só aquela te deixa com tesão. Tesão por tudo. Pela vida. Pela crença no amor de verdade. Pela vontade de juntar as escovas de dentes e as meias na gaveta. Pela magia que o amor traz. Pela rotina que o amor traz. Pela chatice que o amor traz. Porque o amor também é chato, um legítimo velho resmungão. O amor também é cheio de tédio. Mas se você sente que só aquela pessoa vale e merece essa dor que acompanha o amor, então é porque você ama com tudo o que você pode. E, aí sim, é que você está completamente livre. Livre para ser quem quiser. Para fazer o que tiver vontade. Para exercitar a sua solidão. A dois. Somando. Fazendo crescer.

Gosto de pessoas e amores inteiros. Porque não sei me dar pela metade nem por partes. Eu transbordo. E se você também for do time que transborda, vem pra cá.